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Sugestão: Músicas Portuguesas – Parte 4

Mariza – Primavera

“E condenaram-me a tanto
Viver comigo meu pranto
Viver, viver e sem ti
Vivendo sem no entanto
Eu me esquecer desse encanto
Que nesse dia perdi”

Miguel Araújo e Inês Viterbo – Balada Astral 

“E eu que pensava
Que ia só comprar pão
E tu que pensavas
Que ias só passear o cão
A salvo da conspiração

Cruzámos caminhos
Tropeçámos no olhar
E o pão nesse dia
Ficou por comprar”

Mundo Cão – Ordena que te Ame

“Entrei no teu jogo, Como um Louco
Fui ingénuo e tu tão fatal

Joguei-me todo e foi tão pouco
O amor é o teu instinto mais cruel

Enquanto te sigo melhor me faço o teu troféu

Entrei no teu jogo como um louco
Eu sou o teu escravo mais leal

Ordena que te ame
E odeia quando falho
mas usa, abusa de mim
e eu serei feliz até ao fim”

Clã – Problema de Expressão

“O teu mundo está tão perto do meu
E o que digo está tão longe,
Como o mar está do céu.

E é tão difícil dizer amor,
É bem melhor dizê-lo a cantar.
Por isso esta noite, fiz esta canção,
Para resolver o meu problema de expressão,
Pra ficar mais perto, bem mais de perto.
Ficar mais perto, bem mais de perto.”

Miguel Gameiro – Já Não Canto Essa Canção

“Levaste o meu futuro contigo

Como se eu fosse um passado qualquer

Levaste-me a estrada e o caminho

Onde eu me queria perder

(…)

Mas neste quarto em silêncio

Eu já não te espero mais”

José Cid – O Pintor Não Morreu

“Na minha última viagem,

Deitem as cinzas ao mar.

E avisem os meus amigos

Que se embebedem por mim.

Na caixa onde me levam

Que seja feita com telas

Que os meus olhos inspirem sublimes aguarelas.

(…)

Na minha última viagem,

Gritem para o céu:

«Viva à sua obra, o pintor não morreu».”

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Sugestão: Músicas Portuguesas – Parte 2

Pólo Norte – Deixa o Mundo Girar

“Quantas vezes vais olhar para trás
Estás preso a um passado que pesou
Quantas vezes vais ser tu capaz
Fazer sair quem por engano entrou

Abre a tua porta
Não tenhas medo
Tens o mundo inteiro
À espera para entrar”

Pedro Abrunhosa – Eu Não Sei Quem Te Perdeu

“E pediu-me
Que lhe levasse o medo,
Eu disse-lhe um segredo:
“Não partas nunca mais”.

(…)

E uma asa voa
A cada beijo teu,
Esta noite
Sou dono do céu,
E eu não sei quem te perdeu.”

Ornatos Violeta – Ouvi dizer

“E ao que eu vejo,
Tudo foi para ti
Uma estúpida canção que só eu ouvi!
E eu fiquei com tanto para dar!
E agora
Não vais achar nada bem
Que eu pague a conta em raiva!
E pudesse eu pagar de outra forma!

Ouvi dizer que o mundo acaba amanhã,
E eu tinha tantos planos pra depois!
Fui eu quem virou as páginas
Na pressa de chegar até nós;
Sem tirar das palavras seu cruel sentido!
Sobre a razão estar cega:
Resta-me apenas uma razão,
Um dia vais ser tu
E um homem como tu;
Como eu não fui;
Um dia vou-te ouvir dizer:
E pudesse eu pagar de outra forma!”

The Gift – Primavera

“E se inventado, o teu sorriso for
Fui inventor
Criei um paraíso assim

(…)

Hei-de te amar, ou então hei-de chorar por ti
Mesmo assim, quero ver te sorrir.”

Xutos e Pontapés – O Homem do Leme

“E mais que uma onda, mais que uma maré

Tentaram prendê-lo impor-lhe uma fé
Mas, vogando à vontade, rompendo a saudade
Vai quem já nada teme, vai o homem do leme

E uma vontade de rir, nasce do fundo do ser
E uma vontade de ir, correr o mundo e partir
A vida é sempre a perder”

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Sugestão: Músicas Portuguesas – Parte 1

Tiago Bettencourt – O lugar

“Mas onde tudo morre tudo pode renascer

(…)

Na cidade que há em ti
Encontrei o meu lugar
É em ti que vou ficar.”

Rui Veloso – Fado do Ladrão Enamorado

“E se alguem perguntar
Dizes que eu a comprei
Ninguem precisa saber
Que foi por ti que a roubei

(…)

Por isso põe a gargantilha
Porque amanhã é domingo
E eu quero que o povo note
A maneira como brilha
No bico do teu decote”

João Pedro Pais – Sempre Hoje

Se quando tu voltares,
Se for já muito tarde,
Se eu não for capaz de perguntar
Porque demoraste.

Então deixa que te diga
És tudo o que me resta.
A noite espera comigo
Por outra noite como esta.

(…)

Haja o que houver, vou continuar
Tudo o que faça lembrar de hoje.
És sempre hoje.”

Márcia com JP Simões – A pele que há em mim

Quando o amor se acabou
E o meu corpo esqueceu
O caminho onde andou
Nos recantos do teu
E o luar se apagou
E a noite emudeceu
(…)

Mas a mágoa não mora mais em mim
Já passou, desgastei
Para lá do fim
É preciso partir
É o preço do amor”

Virgem Suta – Ficou tanto por dizer

Gastamos horas
Com conversas vãs
Enquanto o principal
Por capricho dos dois
Deixámos sempre p’ra depois

Quantas vezes
Os ‘nãos’
Escondiam um ‘sim’
E quantas vezes
A distância
Me tornou deserto
E te desejei
Ao pé de mim”

Silence 4 – Eu não sei dizer

“Quem te disse, coisas tristes

Nao era igual a mim
Sim, eu sei, que choro
Mas eu posso, querer diferente pra ti

Eu nao sei…
Tanto, sobre tanta coisa
Que as vezes tenho medo
De dizer aquelas coisas
Que fazem chorar
E nao me perguntes nada
Eu nao sei dizer…”