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Reencontro

“É fascinante como algumas pessoas tem um efeito tão grande sobre nós.

Podem passar-se dias, semanas ou até mesmo meses sem que estejamos com elas.

Mas quando reencontramos certas pessoas, que nalgum momento marcaram a nossa vida,

ficamos com aquele frio na barriga, perdemos até mesmo a fala por alguns instantes.

O coração acelera e sentimos um aperto no peito.

Inevitavelmente lembramos-nos de tudo o que um dia já foi vivido.”

Xana Ribeiro

(blog: Pensamentos Soltos)

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Contigo.

“Ao teu lado tudo é perfeito, os problemas são mais fáceis de superar, a chuva é uma dança e a tempestade um brilho pertencente à vida.

Ao teu lado a música faz ainda mais sentido, quando danço no teu abraço e te canto uma canção que parece não ter fim. Nessa canção canto todas as minhas amarguras e deixo-me cair no esquecimento de todos os sentimentos pesados que me invadem e não me fazem prender-te em mim, mas perder-te.
Não quero afastar-me de ti, senão serei a cantiga amargurada que sozinha não é balada nem diversão.
Vem, abraça-me com esse sorriso que me faz acreditar que a vida é o que quisermos e que os nossos sonhos não têm fim.
Deixa-me permanecer aí até partirmos nessa viagem que ninguém conhece o seu destino.”

Carolina Cruz – blog Gesto Olhares Sorriso

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Mãe.

“E encontrei-a finalmente, lá estava ela, a lápide que guardava para sempre o que restava da pessoa mais importante da minha vida: a minha mãe; na pedra de mármore a fotografia dela – com trinta e poucos anos, devia ser pouco mais velha do que eu neste momento – já amarelecida e desbotada pelo passar dos anos. Era a minha mãe: de longos cabelos grisalhos acastanhados; pele morena, lisa, suave e brilhante como a seda. E os olhos negros; o olhar intenso e forte; apaixonante e conquistador, que muita gente diz que eu herdei dela.

O meu pai dizia muitas vezes que era a forma mais subtil e ternurenta de o conquistarem: apenas como a minha mãe o sabia fazer tão bem, com um simples olhar.”

Ana Ribeiro, 2015

(blog: O Meu Blog de Escrita)

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O homem e a borboleta

“Uma vez eu sonhei que era uma borboleta,
voando entre as flores e arbustos do jardim.

Tudo era tão concreto e real
que em momento nenhum do meu sonho
suspeitei que a borboleta era eu
ou que eu fosse a borboleta.

Para todos os efeitos possíveis e imagináveis,
eu era, eu agia e eu realmente me sentia uma borboleta,
cumprindo o destino de uma borboleta qualquer.

De repente, eu acordei
e lá estava eu, sendo a pessoa que eu sempre fui
– ou que sempre imaginei ser.

Sei muito bem
que entre um homem e uma borboleta
há tantas diferenças fundamentais e insuperáveis
que a transformação de um no outro
é algo simplesmente impossível de acontecer no mundo real.

É por isso que, desde então,
eu nunca mais tive sossego
quanto à minha verdadeira identidade.

Pois não há nada que me permita saber,
com toda certeza e rigor,
sem nenhuma margem de dúvida,
se eu sou verdadeiramente um homem,
que um dia sonhou que era uma borboleta,
ou se eu sou uma borboleta,
sonhando que é um homem.”

Chuang Tzu

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Reflexões

“Olhas-me como se fosse o teu tudo,
tu sonhas com a mudança mas amas-me porque eu não mudo.
Andas à minha procura mas quando eu entro tu sais,
esperas-me eternamente, mas sabes que eu não venho mais.
Criticas-me por ser pesado mas sei que detestas  o que é leve,

a noite vence o dia como o fogo entra na neve.
Estás confusa, perdida, no caos de toda a ordem,
o mal completa o bem como a mulher completa o homem,
nesta vida o que se perde primeiro é a esperança,
já fomos a mesma criança, agora dançamos outra dança.
Sentimentos mal definidos ou certeza do que não se sente
balançando distorcido entre o frio e o quente.
(…)
Se há alguém a quem eu conto tudo esse é o meu caderno,
desejo o céu mas provoco, inocentemente, o inferno.
(…)

No fundo eu não sou nada,

mas todas as respostas que eu procuro,

eu encontro-as dentro de mim.”

Xeg – Intro 

(álbum Ritmo e Poesia)

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Meu Lítio

“Meu lítio…

Já é madrugada. A Lua emana sua intensa luz sobre minha pele, ansiedade de você me consome, passo horas a fio pensando em você, em como e o que somos e nos tornamos.
A ideia de te perder me apavora, a distancia que nos separa me mata aos poucos, eu perdi o juízo, ou o que me restava dele. A sensação de não ter tua pele na minha quase me leva a loucura. A raiva de me sentir impotente perante a tua tristeza me entristece grandemente, meu coração foi abruptamente dilacerado, mas eu não sinto nenhuma dor.
A falta que a tua presença me faz é insana. Eu não sei o que estou fazendo e me sinto uma tola em ter agido da maneira que agi, eu não sei o que se passou nessa minha cabeça de vento, a única certeza que eu tinha era que eu queria ver você, olhar meu reflexo nesses teus lindos olhos, acariciar teu rosto e te chamar de “meu amor”. Joguei tudo pro alto e fui, a impulsão de querer você fez com que eu tentasse e me arriscasse de tal modo, por isso eu lhe peço perdão.
A culpa por fazer com que você se sinta mal me corrói lentamente, consome meu corpo e minh’alma. A esperança de ter você aqui comigo me faz viver, me faz menos infeliz. O lítio já não me faz mais efeito, as horas não passam, meu mundo perde a cor quando eu não tenho você comigo. Não há sorrisos, só lágrimas.
Ouvir tua voz é o que me sustenta, teu riso me restaura, sonhar com você me conforta. E é o que eu tenho por hora…”

Tatiane Martins

(blog: Unstable ‘n’ Writer)

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As coisas simples.

“Restam as coisas simples. São as mais belas. Por exemplo o haver uma pessoa que goste de outra. Isto é o mais belo de tudo o que há no mundo por mais que se procure por todo o lado. O que é que quer dizer uma menina gostar de um menino ou um menino gostar de uma menina? Quer dizer: fazerem tudo um pelo outro. O tudo é que pode ser maior ou mais pequenino. E o que quer dizer um menino gostar de uma menina que também gosta desse menino? Isso é o fim do mundo.
De vez em quando, muito de vez em quando, há o fim do mundo. O mais engraçado é que ninguém nota.”

Pedro Paixão in “Histórias Verdadeiras”

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